17/02/2016
Mudo fala, às vezes na Justiça

A imprensa sempre vai atrás das personagens públicas, mormente, quando estão em sentidos opostos às leis vigentes do país, que se escondem para driblar o uso de verbas públicas com interveniência dos petistas, a exemplo do mais famoso e contundente investigação denominada Operação LAVA-JATO, sob o comando do jovem e determinado juiz federal Sérgio Moro, perante a 13ª Vara da Justiça Federal em Curitiba, que a população aplaude a todo tempo, no que se enquadra como um dos maiores escândalo do Brasil, ainda sem o desejado final decisivo. Contudo, muitos foram os que se desviaram dos trilhos da legalidade e da justiça, tal parece ser o caso do destacado pecuarista José Carlos Bumlai, que teria firmado contratos espúrios com a maior e, outrora brasileira, Petrobras, servindo de cobertura ao empréstimo de R$ 12 milhões destinados à cobertura no Banco Schahin, dados logo veiculados por denúncias dos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. 
 
O processo do homem rico de negócios, Zé Carlos Bumlai, aparente amigo do peito do ex-presidente do Brasil, nordestino, pernambucano, de poucas letras, Luís Inácio da Silva, se arvorou de ser um super-homem, ultrapassando os limites, até nos céus, se achando muito pouco, para depois de dois mandatos eletivos, seguir sem responder nada que fosse dos seus interesses, mesmo que o povo precisasse saber! Pois bem, não é que Lula, do PT, foi incluído como depoente do processo rumoroso, e assim, terá de falar alto, como fazia, desta feita para ajudar Bumlai?! Engraçado mesmo, é que, a partir das primeiras denúncias do caso fatal, o Partido dos Trabalhadores sustentou que todas as doações em comento foram obtidas de forma legal e declarada às autoridades, mesmo sem que os nomes fossem ditos a ninguém.
 
Finalmente, o Instituto Lula, como sempre, foi rápido no gatilho e, quando os jornalistas queriam colher o depoimento do ex-presidente da República, na Justiça Federal, acerca de todos os quadrantes do Brasil, este optou por não se manifestar acerca do que aconteceu em depoimento incisivo. Assim não teve outra e o juiz federal Sérgio Mouro, não hesitou em marcar e determinar, para ser utilizado o sistema de videoconferência na Justiça Federal de São Paulo, que o famoso Lula prestasse alguns esclarecimentos, até com certo conforto, sendo esta a primeira vez em que o ex-Presidente foi obrigado a responder o que se lhe perguntaram. E ninguém se ilude que ele tenha pensado agora na fácil possibilidade de que sua vida possa respingar nas outras barras do Ministério Público e dos Tribunais Federais e Estaduais, neste seu magno depoimento histórico, o qual pode, muito bem, respingar, também, nas odes da justiça!  
 
O Ministro da Justiça de Dilma, como sempre obediente às ordens executivas, outra vez saiu na defesa do incauto Lula, dando-lhe uma conotação de vítima, dizendo que “há uma luta política em torno disso.” Todavia, novamente a imprensa brasileira de alto gabarito e respeitabilidade, colheu informação de que juiz federal Mouro autorizou a abertura de um inquérito específico para a apurar e investigar, perante a Polícia Federal, o tão falado Sítio Santa Bárbara, em Atibaia, Estado de São Paulo, usado pelo caladíssimo ex-presidente Lula e seus familiares próximos. Daqui para frente, toda mudez será castigada e os tribunais não silenciarão, a quem interessar, possa. 
 

Autor:   Marcos Souto Maior, advogado e desembargador aposentado

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