08/02/2019
Uma nova chance: Projeto de prevenção e combate à violência doméstica é implantado em Princesa Isabel


Quinze homens que respondem a processos de violência doméstica contra a mulher participaram do primeiro encontro do Projeto “Uma nova chance”, que cria grupos de apoio para reflexão e diálogo com autores de violência doméstica. A reunião aconteceu na quarta-feira (6 de fevereiro), na sede da Comarca de Princesa Isabel, cidade distante 413 km da Capital. 
 
O projeto, que é de inciativa do juiz Pedro Davi Alves de Vasconcelos, da 1ª Vara da Comarca de Princesa Isabel, é desenvolvido com o objetivo de desconstruir o aprendizado de dominação e poder sobre a mulher, e, segundo o magistrado, funciona como meio eficaz de prevenção e combate à violência doméstica, tendo como alvo, também, a redução dos casos de reincidência. 
 
Pedro Davi explicou que serão oito encontros durante este ano, a serem realizados sempre nas tardes das quartas-feiras. “O primeiro, hoje, foi de apresentação do projeto, de conhecimento das pessoas envolvidas. Os 15 participantes se mostraram interessados em agarrar essa oportunidade, até porque eles terão uma experiência de reflexão, para revisar e reconsiderar sua conduta perante a mulher”, comentou o magistrado.
 
Ele ressaltou que, além dos momentos de reflexão, os participantes receberão, ainda, orientações que servirão para o futuro profissional deles, que serão fornecidas por integrantes do Instituto Federal da Paraíba- IFPB (Campus Princesa Isabel). “Isso nos deixou bastante motivados”, exaltou Pedro Davi.
 
Nesse projeto, também são parceiros do juiz o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), o Centro de Referência Especializada de Assistência Social (CREAS), a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) e as Polícias Militar e Civil do Estado.
 
“Nós vamos possibilitar que os autores da violência façam uma reflexão sobre suas atitudes e os motivos que os levaram a agredir suas companheiras, ex-companheiras, irmãs, mães, avós, filhas; a entenderem a Lei e os direitos nela previstos”, ressaltou o magistrado. 
 
Os autores da violência serão acompanhados durante um período determinado, o que possibilitará entender seus dramas cotidianos e inseri-los, eventualmente, no mercado de trabalho, bem como, encaminhá-los para cursos de alfabetização e profissionalização, tratamento de drogas e álcool e acompanhamento psicológico e psiquiátrico, a fim de evitar a reincidência.
 
Metodologia - Após análise da equipe multidisciplinar da 1ª Vara, serão selecionados homens autores de violência contra a mulher, que estejam com inquérito policial, procedimento de medidas protetivas, de prisão em flagrante e/ou processos criminais em andamento. Intimados pelo Poder Judiciário, a pedido do Ministério Público, eles passarão por entrevista individual, onde serão informados sobre o projeto, o objetivo e os benefícios da frequência. Os escolhidos receberão a aplicação de medida protetiva de frequência obrigatória ao programa.
 
TJPB

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