Nossa magistratura segue sendo homenageada por sua atuação em diversas cidades do Estado. Desta vez, a juíza Paula Frassinetti Nóbrega de Miranda Dantas, Titular da 1ª Vara Mista da Comarca de Esperança, teve o seu trabalho reconhecido por meio de Votos de Aplausos e Título de Cidadã Esperancense, entregues em solenidade realizada no último dia 26 de dezembro, na Casa Francisco Bezerra, a Câmara Municipal da cidade.
Natural da cidade de Natal (RN), Paula Frassinetti chegou na Comarca de Esperança em junho de 2017, onde ficou por escolha. “Onde havia rotina, nasceram encontros. O que era trabalho, virou permanência. Aqui vivi muitas experiências e enfrentei muitos desafios”, disse a juíza em seu discurso de agradecimento às homenagens. “São votos de aplausos em razão dos serviços prestados e em reconhecimento ao trabalho de uma equipe, um trabalho coletivo de tantos que me acompanharam ao longo desta jornada”, enfatizou.
“Apesar dos percalços da profissão, a minha trajetória sempre foi atenuada pelas risadas compartilhadas e os laços construídos sempre atenuaram o peso da responsabilidade e a aflição dos momentos de dificuldade”, prosseguiu a magistrada. “Afinal, não é fácil julgar, pois quem o faz está sempre desagradando alguém e, quem se sente vencido, dificilmente consegue enxergar as razões que levaram àquela decisão. Então, não é à toa que a magistratura exige independência, autonomia e equilíbrio. E isso não significa, de forma alguma, indiferença. Julgar é o exercício permanente da escuta. É sustentar o rigor da lei sem perder de vista a humanidade que bate à porta da Justiça todos os dias. E ninguém consegue fazer isso sozinho. A Justiça acontece diariamente, graças ao trabalho sério e comprometido de servidores e servidoras que trabalham, muitas vezes, para além do horário de expediente, para poder dar conta do seu serviço. A Justiça se concretiza a partir do diálogo institucional com o Ministério Público, com a Defensoria Pública, com a advocacia, com as forças policiais e, sobretudo, com o respeito mútuo entre os Poderes, cada um no seu papel e à sua maneira, com a consciência de que o serviço público só faz sentido quando serve verdadeiramente às pessoas”, considerou a homenageada.
A magistrada ainda agradeceu aos vereadores responsáveis pelas proposituras das homenagens: Raquel Núbia e Matheus José.